O balão da faxineira - é, ela partiu sem nem dizer tchau!
Bom. Era assim: toda quarta-feira era o dia da faxina. O maridão e eu já ajeitávamos a casa na terça a noite, o suficiente para que o trabalho da senhora fosse somente a limpeza - e passar algumas roupas para "me ajudar". A roupa sempre lavada (ao menos o que desse tempo d'eu lavar), e nunca a incumbi da tarefa de mexer na minha máquina (afinal, eu nem teria coragem mesmo de deixá-la fuçar no meu xodó!).
O trabalho não era complicado: apartamento de 2 quartos e 1 banheiro, com apenas 2 habitantes.
Fora isso, às segundas ela limpava também o escritório do marido: uma casa de bairro. Dois andares, um quintal. Mas, também, apenas 6 pessoas trabalhando alí: a maior dificuldade era mesmo limpar a área externa e dar uma geral nas salas e na cozinha. Claro que por isso ela ganhava quase o dobro do que para limpar nossa casinha.
Pois bem... Foi então que na segunda-feira da semana passada ela não apareceu no escritório - sem avisar, claro. Ficamos preocupados imaginando o que poderia ter acontecido, mas deixamos passar.
E na quarta-feira? Saímos para o trabalho e ela ainda não havia chegado. Liguei em casa mais tarde (talvez ela tivesse se atrasado), nada. Mandei mensagem no celular, nada. Na hora do almoço, definitivamente liguei para ela - quando para acalentar minha preocupação, veio o balão declarado: ela disse estar fazendo um tratamento e por isso estava passando por exames naquela semana, "mas lá nos meninos (vulgo no escritório) não vou mais não"; não pôde me avisar porque havia perdido meus números de telefone; e a partir de agora só a faxina (o que eu entendi bem por "não quero mais passar roupa") sairia 15 reais mais caro.
Juro que desliguei e disse que retornaria mais tarde, pra privar minha boca de falar todas as besteiras que meu cérebro produzia naquele momento.
Conversamos o marido e eu. Afinal de contas era muita afronta! Que tivesse arranjado outro lugar pra trabalhar, mas poderia ter avisado antes. Era errado me deixar na mão daquele jeito. Nunca deixamos de pagar, nunca! Poxa... Pelo contrário, ainda dava a cesta que recebia da empresa no final do ano pra ela, e sempre acabava dando coisas de casa e comida. Mas besteira se preocupar conosco se já havia alguém pagando mais, não? Pois que diferença faria não trabalhar mais pra gente e receber Ncentos reais a menos por mês?
A noite, liguei novamente. Aaaah, mas quanta enrolação... Ainda veio me dizer que subiria somente 5 reais se eu aceitasse! Mas e quando mudarmos pro nosso apartamento, ela vai subir de novo? Já seria o segundo aumento só este ano (porque já nos mudamos uma vez, em maio = aumento 3 meses atrás). Antes meu salário subisse assim também... (Acho que preciso conversar com meu chefe... huhuhu)
Querem saber? Amigos meus têm faxineira que vai a cada 15 dias (ou seja, tem mais coisa pra limpar) e cobra de 5 a 10 reais a menos do que a senhora me cobrava! Rá! Devo ter cara de palhaça...
Moral da história: estamos sem faxineira. As recomendadas a princípio estão sem dia livre.
Mas o que mais me incomoda mesmo é pegar alguém de confiança, sabe? Dá medo simplesmente colocar qualquer pessoa dentro da sua casa, sozinha, durante 4 horas.
E agora, hein?
A gente sabe que tudo dá certo no final, mas dá até friozinho na barriga por vezes...



